sexta-feira, 18 de março de 2011

Back to School...






Voltar à escola depois de alguns anos só a trabalhar é como começar a trabalhar depois de alguns anos só a estudar. Estranho, mas bom. Dá um entusiasmo diferente, porque é algo novo e familiar ao mesmo tempo.

Temos aulas à tarde, por isso já saímos às oito e meia, bem depois do jantar de cá, que é às seis (!), mas dá para ir directamente para a noite, com os bares já repletos de australianos bem bebidos. Conhecemos uma série de estrangeirada, na sua maioria italianos, mas pessoal muito boa onda. Quando quiser fazer má figura, já posso ir surfar com eles, e é pessoal que está sempre pronto para dar uma saidinha.

Temos explorado a cidade o melhor possível. É gigante e mesmo muito variada. Numa viajem de barco de 20 minutos pelo estuário chegamos a sítios completamente diferentes, como parques naturais e falésias do género do cabo da roca.

Podemos comer qualquer comida de qualquer parte do mundo, é só sabermos encontrar o bairro certo (ainda não tive saudades da comida portuguesa, por isso ainda não fomos ao bairro tuga).

O tempo à noite está sempre quente e há umas três semans que não visto mais do que uma t-shirt ou wifebeater. A semana passada já tive a coragem de levar a wifebeater para a praia e senti-me muito bem! As praias são um espectáculo e há dezenas de kilómetros delas, mais próximas do que a costa fica de Lisboa.

Com tanta coisa para descobrir, o mais estranho é mesmo que os estrangeiros que já estão aqui há dezenas de anos e os locais parecem ter visto menos da cidade e do país do que nós! Não aproveitam aquilo que têm e não se apercebem do imenso potencial do país. Os australianos numa coisa são muito similares aos portugueses - queixam-se imenso e desdenham aquilo que têm, mas não olham bem à volta (o oposto também é verdade, há tugas e australianos que pensam que o seu país é o melhor do mundo mas nunca viram mais nada e pensam que ver o travel channel lhes diz alguma coisa a respeito do que é realmente viver num país. Não diz.)... Não admira que a Austrália seja uma espécie de tesouro escondido, ou pelo menos pouco conhecido.

De resto, no tempo que não estamos a estudar ou a explorar, temos continuado a organizar-nos. Falta-nos trabalho, que será fácil de encontrar se não formos esquisitos, e pagará bem, mas mais difícil se quisermos algo mais específico (o meu caso, por exemplo). A casa parece estar toda em ordem, depois de arranjarmos um esquentador, uns azulejos e a linha telefónica (que era do século passado, continuo sem net decente, só a merda de um kanguru que supostamente é 3G mas parece mais da época dos dial up modems). A Asti vem para casa amanhã, os 30 dias de quarentena acabaram.

Mas tem sido fantástico. Acho que nos sentimos melhor agora do que nos últimos dois anos (que foi mais ao menos quando comecei a pensar que tinha de ir dar uma volta outra vez). Nada como uma mudançazinha para animar a alma. Ontem até estive num bar brazuca a ouvir música sertaneja (eu digo que é forró, mas eles dizem que é diferente) e curti. Umas fotos para acompanhar (de cima para baixo: chegada da playstation, no ferry para watson bay, vistas de watson bay e a última é de botany bay, onde o Captain Cook atracou contra a vontade dos aborígenes). Mais escrita em breve e hoje também não estou a ouvir xutos. Há saudade daí, mas é mesmo só das pessoas:) Bom sinal:)

2 comentários:

  1. Daqui também estamos com saudades das pessoas:)
    Vê lá se arranjas net decente para se jogar online e começas a ver datas para a cena de Vegas!

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  2. Mas que bela vida de estudante!!! beijokas de sónia e mané

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