as eleições estão ao rubro...no SCP.... eu voto no dias ferreira, ou melhor no futre...
eis o porquê.
e mais este
agora é que vão ser elas, imaginem as flash interviews a seguir a um derby... PADRADA vs vai vir xarteres de 400 ou 500 pessoas........
sexta-feira, 25 de março de 2011
segunda-feira, 21 de março de 2011
sexta-feira, 18 de março de 2011
Back to School...





Voltar à escola depois de alguns anos só a trabalhar é como começar a trabalhar depois de alguns anos só a estudar. Estranho, mas bom. Dá um entusiasmo diferente, porque é algo novo e familiar ao mesmo tempo.
Temos aulas à tarde, por isso já saímos às oito e meia, bem depois do jantar de cá, que é às seis (!), mas dá para ir directamente para a noite, com os bares já repletos de australianos bem bebidos. Conhecemos uma série de estrangeirada, na sua maioria italianos, mas pessoal muito boa onda. Quando quiser fazer má figura, já posso ir surfar com eles, e é pessoal que está sempre pronto para dar uma saidinha.
Temos explorado a cidade o melhor possível. É gigante e mesmo muito variada. Numa viajem de barco de 20 minutos pelo estuário chegamos a sítios completamente diferentes, como parques naturais e falésias do género do cabo da roca.
Podemos comer qualquer comida de qualquer parte do mundo, é só sabermos encontrar o bairro certo (ainda não tive saudades da comida portuguesa, por isso ainda não fomos ao bairro tuga).
O tempo à noite está sempre quente e há umas três semans que não visto mais do que uma t-shirt ou wifebeater. A semana passada já tive a coragem de levar a wifebeater para a praia e senti-me muito bem! As praias são um espectáculo e há dezenas de kilómetros delas, mais próximas do que a costa fica de Lisboa.
Com tanta coisa para descobrir, o mais estranho é mesmo que os estrangeiros que já estão aqui há dezenas de anos e os locais parecem ter visto menos da cidade e do país do que nós! Não aproveitam aquilo que têm e não se apercebem do imenso potencial do país. Os australianos numa coisa são muito similares aos portugueses - queixam-se imenso e desdenham aquilo que têm, mas não olham bem à volta (o oposto também é verdade, há tugas e australianos que pensam que o seu país é o melhor do mundo mas nunca viram mais nada e pensam que ver o travel channel lhes diz alguma coisa a respeito do que é realmente viver num país. Não diz.)... Não admira que a Austrália seja uma espécie de tesouro escondido, ou pelo menos pouco conhecido.
De resto, no tempo que não estamos a estudar ou a explorar, temos continuado a organizar-nos. Falta-nos trabalho, que será fácil de encontrar se não formos esquisitos, e pagará bem, mas mais difícil se quisermos algo mais específico (o meu caso, por exemplo). A casa parece estar toda em ordem, depois de arranjarmos um esquentador, uns azulejos e a linha telefónica (que era do século passado, continuo sem net decente, só a merda de um kanguru que supostamente é 3G mas parece mais da época dos dial up modems). A Asti vem para casa amanhã, os 30 dias de quarentena acabaram.
Mas tem sido fantástico. Acho que nos sentimos melhor agora do que nos últimos dois anos (que foi mais ao menos quando comecei a pensar que tinha de ir dar uma volta outra vez). Nada como uma mudançazinha para animar a alma. Ontem até estive num bar brazuca a ouvir música sertaneja (eu digo que é forró, mas eles dizem que é diferente) e curti. Umas fotos para acompanhar (de cima para baixo: chegada da playstation, no ferry para watson bay, vistas de watson bay e a última é de botany bay, onde o Captain Cook atracou contra a vontade dos aborígenes). Mais escrita em breve e hoje também não estou a ouvir xutos. Há saudade daí, mas é mesmo só das pessoas:) Bom sinal:)
domingo, 6 de março de 2011
Fotos Para Acompanhar o Novo Texto
sábado, 5 de março de 2011
O Bom, o Mau e as Baratas...
Uma semana e meia depois, e já temos uma casa mobilada, um carro, já vimos Iron Maiden 2 vezes e já cometemos serial killing de baratas e genocídio de formigas.... Passo a explicar.
Na Sexta-Feira da semana em que escrevi o último texto do blog, passámos um dia inteiro num "centro comercial" de carros em segunda mão, sob o calor abrasador, e devemos ter enlouquecido momentaneamente porque saímos de lá com um jipe...! É um Holden (a mesma coisa que a Opel, mas de cá) Jackaroo Monterey.
Tem 4x4 e uma grade à frente para atar cangurus, crocodilos, emus e outro tipo de caça e de 1 a 10 na escala redneck já deve ser um 6 ou 7, mas a verdade é que gostámos mesmo do carro e como não o vamos usar para transitar todos os dias, senão era uma fortuna em gasosa, é o transporte idela para meter uma prancha de surf e ir à praia (e deixar a prancha no carro, porque as ondas aqui metem medo...) ou dar um saltinho ao outback ou às florestas. Basicamente, um carro de lazer, não de trabalho.
Claro que tem alguns problemas, porque eu sou um tanso com carros e a dama também nada percebe disso, nomeadamente na caixa de velocidades, mas temos garantia e estão em vias de se resolver! Fica a foto, quando arranjar um chapéu com a bandeira sulista e um cornos para pôr no capô depois tiro outra....
A pequena loucura da compra do Jackaroo (o nome é fixe, tinha de repeti-lo) também foi influenciada pelo grande concerto de Maiden que vimos na Quinta anterior. Vimos Maiden das bancadas, num pavilhão com metade do tamanho do Atlântico, e com um público menos efusivo do que o português, mas foi um concerto incrível na mesma.
O que teve de especial foi a relação entre a banda e o público. Como falavam a mesma língua, o Bruce Dickinson fartou-se de cuspir sarcasmo inglês a noite toda, e o público respondia na mesma moeda, porque percebia, de forma que senti outro tipo de proximidade da banda, que não senti em Portugal. E viu-se que a maioria do pessoal tinha uma percepção do kitsch associado à banda, especialmente quando o Eddie entrava em palco - estavam mesmo a perceber a piada, em toda a sua dimensão, e os Maiden acabaram com o "Always look at the bright side of life" dos Monty Python...!
Pena que depois, no mega festival de Domingo, o Soundwave, os Maiden tenham tocado exactamente o mesmo alinhamento, o que só prova o profissionalismo deles, mas nos faz sentir menos especiais...
O Soundwave foi impressionante a vários níveis... Primeiro, porque a organização foi impressionantemente estúpida porque teve um festival com umas 60 bandas todas num dia, a começar às 11 da manhã, em pleno Verão de Sydney, e a acabar às 10 da noite. Resultado: calor infernal durante a maior parte do festival, e ao anoitecer parecia que as bandas estavam a tocar para um viveiro gigante de lagostas...
Segundo, porque a organização foi impressionantemente esperta porque havia àgua à borla em todo o lado, nunca tive de fazer filas para cerveja ( e eles bebem mais que nós em festivais ) ou comida e havia espaço para tudo e todos - como? Cada pessoa tinha de arranjar uma pulseira para poder comprar alcóol ( a provar que era maior), e depois só podia comprar duas cervejas de cada vez, não vendiam cerveja de pressão e havia grades a delimitar as filas e muitas barracas. Resultado: as pessoas eram rápidas a pedir porque só estavam a pedir para elas, eles eram rápidos a servir porque era só preciso abrir a lata ou garrafa e toda a gente sabia onde estava na fila. Pragmatismo anglo-saxónico a funcionar à grande! E nunca vi ninguém a atirar uma lata ou garrafa (podia-se entrar com garrafas fechadas...)...!
Terceiro, porque vi os Monster Magnet, que pensava que nunca mais ia ver desde que foram obrigados a sair do palco no T99, os Primus, que pensava que tinham acabado, o Slash, que deu um concerto fabuloso cheio de clássicos sob um calor insuportável, os 30 Seconds to Mars, que são uma merda mas dão um bom show, os Mad Caddies, um concerto do CAR$%&O de Queens of The Stone Age e acabei no meio do público a cantar Running Free no adeus dos Maiden!
Portanto, um bom festival, sim senhor, com um público muito fixe, se bem que menos enérgico do que o tuga e um grande ambiente. Ah, e muitas daisy dukes e tops de bikini :)...
A seguir a um fim de semana bem passado, mudámo-nos para a casa na Segunda. O dia correu bem, a montar os primeiros móveis, e a fazer as primeiras compras de víveres, mas a noite foi de Baratofobia...
Quando chegámos a casa às dez da noite, tínhamos deixado as janelas abertas e tínhamos baratas por todo o lado - iniciou-se uma longa hora de caça à barata, em que devemos ter morto umas 12 - mas isto não são as baratinhas portuguesas, isto são baratas como deve de ser - cada uma precisa de um bom copo de shot de insecticida para morrer, senão só fica um pouco embriagada - é a chamada barata americana, a mais resistente e maior de todas elas. A Vânia portou-se como uma verdadeira mulher do outback e ajudou no serial killing, e no fim da noite emergimos vitoriosos no campo de batalha, rodeados de cadáveres que logo de seguida despejamos no lixo.
Na Terça, selamos os sítios por onde as baratas podiam entrar com duct tape, fechamos as janelas e esperamos pela noite, frasco de insecticida em mão. Matámos mais seis, que tinham sobrado do dia anterior. Desde Terça, mais nenhuma barata ousou invadir a nossa toca, e foi assim que os humanos voltaram a mostrar quem manda...
Na Quarta, fiquei a saber, depois de falar com o francês que conheço cá, que é bem normal haver baratedo no dómus. Mas graças à duct tape e ao extremo nível de limpeza do apartamento, acho que elas perceberam a mensagem...
O resto da semana foi passada a limpar (o dono anterior da casa era, para dizer o mínimo, um porco, suíno, uma ratazana comedora de excremento, uma espécie de ser humano que vivia na sujidade e na sarjeta, um morto vivo sem sentido de limpeza ou olfacto) e a montar mobília, com uns saltos à praia e ao pub local pelo meio, mas sem nada de especial a apontar.
A casa está quase toda pronta, e amanhã começámos as aulinhas... Mais notícias em breve.... Hoje escrevi isto a ouvir AC/DC. Comecei pela feiticeira dos trovante, mas meteu um bocado de nojo, por isso ainda não estou com muitas saudades de casa...
Na Sexta-Feira da semana em que escrevi o último texto do blog, passámos um dia inteiro num "centro comercial" de carros em segunda mão, sob o calor abrasador, e devemos ter enlouquecido momentaneamente porque saímos de lá com um jipe...! É um Holden (a mesma coisa que a Opel, mas de cá) Jackaroo Monterey.
Tem 4x4 e uma grade à frente para atar cangurus, crocodilos, emus e outro tipo de caça e de 1 a 10 na escala redneck já deve ser um 6 ou 7, mas a verdade é que gostámos mesmo do carro e como não o vamos usar para transitar todos os dias, senão era uma fortuna em gasosa, é o transporte idela para meter uma prancha de surf e ir à praia (e deixar a prancha no carro, porque as ondas aqui metem medo...) ou dar um saltinho ao outback ou às florestas. Basicamente, um carro de lazer, não de trabalho.
Claro que tem alguns problemas, porque eu sou um tanso com carros e a dama também nada percebe disso, nomeadamente na caixa de velocidades, mas temos garantia e estão em vias de se resolver! Fica a foto, quando arranjar um chapéu com a bandeira sulista e um cornos para pôr no capô depois tiro outra....
A pequena loucura da compra do Jackaroo (o nome é fixe, tinha de repeti-lo) também foi influenciada pelo grande concerto de Maiden que vimos na Quinta anterior. Vimos Maiden das bancadas, num pavilhão com metade do tamanho do Atlântico, e com um público menos efusivo do que o português, mas foi um concerto incrível na mesma.
O que teve de especial foi a relação entre a banda e o público. Como falavam a mesma língua, o Bruce Dickinson fartou-se de cuspir sarcasmo inglês a noite toda, e o público respondia na mesma moeda, porque percebia, de forma que senti outro tipo de proximidade da banda, que não senti em Portugal. E viu-se que a maioria do pessoal tinha uma percepção do kitsch associado à banda, especialmente quando o Eddie entrava em palco - estavam mesmo a perceber a piada, em toda a sua dimensão, e os Maiden acabaram com o "Always look at the bright side of life" dos Monty Python...!
Pena que depois, no mega festival de Domingo, o Soundwave, os Maiden tenham tocado exactamente o mesmo alinhamento, o que só prova o profissionalismo deles, mas nos faz sentir menos especiais...
O Soundwave foi impressionante a vários níveis... Primeiro, porque a organização foi impressionantemente estúpida porque teve um festival com umas 60 bandas todas num dia, a começar às 11 da manhã, em pleno Verão de Sydney, e a acabar às 10 da noite. Resultado: calor infernal durante a maior parte do festival, e ao anoitecer parecia que as bandas estavam a tocar para um viveiro gigante de lagostas...
Segundo, porque a organização foi impressionantemente esperta porque havia àgua à borla em todo o lado, nunca tive de fazer filas para cerveja ( e eles bebem mais que nós em festivais ) ou comida e havia espaço para tudo e todos - como? Cada pessoa tinha de arranjar uma pulseira para poder comprar alcóol ( a provar que era maior), e depois só podia comprar duas cervejas de cada vez, não vendiam cerveja de pressão e havia grades a delimitar as filas e muitas barracas. Resultado: as pessoas eram rápidas a pedir porque só estavam a pedir para elas, eles eram rápidos a servir porque era só preciso abrir a lata ou garrafa e toda a gente sabia onde estava na fila. Pragmatismo anglo-saxónico a funcionar à grande! E nunca vi ninguém a atirar uma lata ou garrafa (podia-se entrar com garrafas fechadas...)...!
Terceiro, porque vi os Monster Magnet, que pensava que nunca mais ia ver desde que foram obrigados a sair do palco no T99, os Primus, que pensava que tinham acabado, o Slash, que deu um concerto fabuloso cheio de clássicos sob um calor insuportável, os 30 Seconds to Mars, que são uma merda mas dão um bom show, os Mad Caddies, um concerto do CAR$%&O de Queens of The Stone Age e acabei no meio do público a cantar Running Free no adeus dos Maiden!
Portanto, um bom festival, sim senhor, com um público muito fixe, se bem que menos enérgico do que o tuga e um grande ambiente. Ah, e muitas daisy dukes e tops de bikini :)...
A seguir a um fim de semana bem passado, mudámo-nos para a casa na Segunda. O dia correu bem, a montar os primeiros móveis, e a fazer as primeiras compras de víveres, mas a noite foi de Baratofobia...
Quando chegámos a casa às dez da noite, tínhamos deixado as janelas abertas e tínhamos baratas por todo o lado - iniciou-se uma longa hora de caça à barata, em que devemos ter morto umas 12 - mas isto não são as baratinhas portuguesas, isto são baratas como deve de ser - cada uma precisa de um bom copo de shot de insecticida para morrer, senão só fica um pouco embriagada - é a chamada barata americana, a mais resistente e maior de todas elas. A Vânia portou-se como uma verdadeira mulher do outback e ajudou no serial killing, e no fim da noite emergimos vitoriosos no campo de batalha, rodeados de cadáveres que logo de seguida despejamos no lixo.
Na Terça, selamos os sítios por onde as baratas podiam entrar com duct tape, fechamos as janelas e esperamos pela noite, frasco de insecticida em mão. Matámos mais seis, que tinham sobrado do dia anterior. Desde Terça, mais nenhuma barata ousou invadir a nossa toca, e foi assim que os humanos voltaram a mostrar quem manda...
Na Quarta, fiquei a saber, depois de falar com o francês que conheço cá, que é bem normal haver baratedo no dómus. Mas graças à duct tape e ao extremo nível de limpeza do apartamento, acho que elas perceberam a mensagem...
O resto da semana foi passada a limpar (o dono anterior da casa era, para dizer o mínimo, um porco, suíno, uma ratazana comedora de excremento, uma espécie de ser humano que vivia na sujidade e na sarjeta, um morto vivo sem sentido de limpeza ou olfacto) e a montar mobília, com uns saltos à praia e ao pub local pelo meio, mas sem nada de especial a apontar.
A casa está quase toda pronta, e amanhã começámos as aulinhas... Mais notícias em breve.... Hoje escrevi isto a ouvir AC/DC. Comecei pela feiticeira dos trovante, mas meteu um bocado de nojo, por isso ainda não estou com muitas saudades de casa...
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